Em 20 de março de 2009 aconteceu algo que eu sempre quis. Algo planejado, pensado, calculado e até ensaiado. Mesmo assim fui pêgo de surpresa. Tão pequeno e tão forte. Mas não só força muscular. Força psicológica, força emocional.
De repente, tudo mudou. Achei que a gravidez, já vivida e festejada, havia me mostrado todo o sentimento que eu poderia sentir pelo meu filho. Mas poucas vezes na vida eu estive tão errado. Eu que já ficava louco com o guri mexendo de dentro da barriga quando ouvia minha voz, não tinha ideia de como ainda podia ser bom.
Não sei se foi a imagem amassadinha do bebê, se foi o cheiro, se foi o tato da pele dele. Mas hoje sim, tenho certeza do tamanho do meu sentimento. Da propoção do que eu sinto e do que eu já havia sentido antes.
Só para vocês terem uma amostra de quão besta fiquei/estou, ainda com as unhas compridas, Rafael arranhou o olho, que ficou inchado. Quando vi o que tinha acontecido, uma vontade de chorar me tomou. Não chorei, afinal, agora eu sou um pai, mas me deu vontade de chorar. Ver aquele menino tão pequenino ali e eu já falhando em protegê-lo, foi duro.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
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2 comentários:
Que coisa linda Mau! Fico feliz por você vivenciar toda essa emoção. Muitos outros momentos virão para lhe mostrar como esse amor ainda se superar.
Felicidade para vocês quatro!
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