quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Rafael e o tamborete

Até um dia desses, o neguinho nem pensava em se levantar. Mas da noite para o dia, literalmente, fui buscar ele no berço de manhã e ele estava lá, de pé, agarrado nas grades de madeira. Foi-se o tempo em que ele lutava para se equilibrar sentado.

Depois disso, e até esta semana, ele ainda brigava para se manter em pé com a ajuda de alguém ou de algum móvel que estivesse por perto. Ele usava a poltrona e a estante para "escalar" e chegar à posição que queria. Nestas tentativas caiu de várias maneiras: sentado, rodando e até de boca no chão acolchoado.

Pois bem. Este pai, querendo ajudar o moleque sem ter que ficar segurando ele o tempo todo (ele fica puto com isso, deve pensar "painho, já sou grande, me solta!"), comprou um banquinho, um tamborete bem baixinho e estável. Assim, Rafael ia poder se levantar mais facilmente e ainda carregar o banco para qualquer lugar.

No entanto, logo que entreguei o presente, pensei. "daqui umas semanas ele vai perceber que pode levar o banco e usá-lo para subir em móveis mais altos, como o sofá e o hack da TV".

Rá!, umas semanas? O menino descobriu isso no primeiro dia! Ainda não conseguiu chegar até em cima do sofá, mas já está com a ação toda planejada. Afasta o banco até perto do sofá, sobe em cima do tamborete mas, ainda, não conseguia ficar de pé em cima do apoio. Ficava de joelhos intrigado sobre como dará o próximo passo.

Ficava, porque esta manhã, três dias depois de ganhar o tamborete, o neguinho já fica em pé em cima do troço e já  "cisca com o pé no sofá". Já vi que terei que tomar cuidados em dobro, daqui por diante.


Clique na imagem para ampliá-la