sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Hora do boa noite

Com Rafael eu tenho desenvolvido algumas rotinas interessantes. De manhã cedo, depois de tomar café, ele aponta para boca aberta e diz "Ah!", é o sinal para irmos escovar os dentes. E não adiante só escovar os dele não. Ele faz questão de, ele próprio, escovar os dele e que eu escove os meus.

Para ele, o momento mais divertido é a hora de cuspir, passa quase um minuto cuspindo a espuma que não tem na boca. E se alguém pedir para ver os dentes limpos dele, ele dá-lhe uma cuspida.

Na hora de dar o cochilo da manhã, tem a chupeta que para ser usada enquanto ele se veste. Porque depois vem o suco e a história lida num livro enquanto fica sentado no meu colo esperando o sono chegar. Normalmente o suco acaba na metade da história, mas o sono só chega quando eu digo "fim".

Mas antes de fechar os olhos, Fael aponta para os bichinhos que tem no listelo de papel do quarto. "Uma baleia, um golfinho, uma estrela do mar..." quando o último bichinho é citado o sono chega e o neguinho dorme. Eu aproveito para dizer alguma coisa, explicar alguma coisa que ele certamente nem entende e depois boto no berço.

De noite, quanto ele chega da "escola" eu não estou lá. Por isso, na hora de ir dormir, a mamãe liga para o papai para que eu possa dar boa noite. Essa situação que vou descrever eu só conheço porque Tatyana me conta. Eu pergunto se ele tomou banho, se jantou e se já vai dormir. Ele, tomando a última mamadeira do dia, vai respondendo tudo com a cabeça. E, no fim, dá tchau com a mãozinha balançando. É a hora do boa noite.

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