A questão agora são os filhos. Mais especificamente a relação de poder entre pais e filhos. É muito comum ouvirmos falar que os filhos pequenos mandam na casa, mandam nos pais, mandam nos avós, mandam nos adultos em geral e estabelecem as rotinas diárias dos lares.
Minha irmã já me chamou de careta por conta das imposições que exerço com Bruna (16 anos). Leia sobre Bruna clicando aqui.
Outros parentes e alguns amigos acham exagero o ritmo que temos com o nosso pequeno Rafael (quase 2 anos).
Quando deixamos de lado alguns eventos noturnos, temos sim um motivo específico. Rafael dorme cedo, por volta das sete da noite.
- Ah que exagero! Leva esse menino pra sair de noite!
Mas não é exagero quando descobrem que ele só acorda no outro dia, dorme sozinho na caminha dele, no quarto dele. Porque, meu deus, eu mexeria numa rotina tão organizada? Só pra satisfazer os caprichos sociais? Eu prefiro que ele durma cedo, durante a noite toda, e acorde de bom humor.
Quando descobrem que até dia desses Rafael não comia nada de açúcar e quase zero de industrializados, somos tachados de radicais. Mas quando descobrem que Rafael quase nunca fica doente, que NUNCA teve uma crise de garganta, que NUNCA precisou de antibiótico e NUNCA precisou ir numa urgência de hospital, aí a história muda de figura...
Nosso pequeno Rafael, também conhecido como O Neguinho, é a criaturinha mais amada da nossa casa. Sim, sem dúvida. Ele é cercado de carinho por todos os lados. Beijos e abraços constantes (e até irritantes na concepção dele) fazem parte do cardápio, assim como frutas, legumes, arroz e feijão! Ele é o centro das nossas atenções e orações. É o chamego dos avós, em especial a Vovó Cristina, já que é o primeiro e único netinho. Mas ele tem hora de dormir, de comer, de brincar e de fazer meladeira. Quando vem com brincadeiras mais pesadas e com malcriações é repreendido com rigor e não tem bico, brabeza, esperneio e choradeira que faça um dos pais a mudar de idéia.
Não sei se somos os melhores pais do mundo, talvez nem seja esse nosso objetivo. Nossa intenção, como pais, é criar filhos saudáveis, honestos, amigos, batalhadores e principalmente, responsáveis. Responsáveis por eles mesmos, pelo lugar que habitam e pelas pessoas que o rodeiam.
Acho que faremos um bom trabalho.
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